E aí cambada, beleza? Já tava com saudades de deixar meu rastro por aqui!
Bem, resolvi falar um pouco sobre o inusitado show na Torre, na Festa do Tarbalhador, dia 1° de maio de 2008. É engraçado como no fim as coisas acabam dando certo, né? Como já dizia o grande filósofo, antropólogo, sociólogo que agora me foge o nome, “no final tudo dá certo; se não deu certo, é porque ainda não chegou ao final” . Bem animadora essa frase não acham? kkkk. Pois é, mais foi literalmente o que aconteceu. Subimos no palco e, a princípio, era para tudo estar relativamente pronto para montarmos nosso equipamento, mas a bruxa estava solta. (Ah, só pra lembrar que eu acordei no dia do Show, gripado e com as amídalas parecendo duas bolas de ping pong de tão inchadas.) Voltemos aos fatos: não tinha amplificador para minha guitarra e o baixo estava pegando Transamérica e Jovem Pan ao mesmo tempo (devido a grande proximidade do palco com a torre de TV, os equipamentos elétricos ficam propensos a terem interferência, e foi o que aconteceu). Bem, trocamos o baixo, ligamos minha guitarra sem amplificador mesmo e vamo que vamo, pois o show tem que continuar. Eu juro, segundos antes da primeira música minha guitarra tava funcionando, mas, de repente, acabou-se tudo. Fiquei sem guitarra quase o show inteiro e não tinha santo que fizesse a danada funcionar. Sim, claro, me senti muito estranho, praticamente pelado ao fazer um show sem guitarra. Teve gente que gostou, mas tem doido pra tudo, né? Pois é, mas o show aconteceu mesmo assim, a gente não podia deixar a peteca cair, tinha muita gente bacana só esperando pra nos ver. Quando o show acabou eu fiz aquele “Uuufa” e fui descendo as escadas do palco. Foi aí que tive uma agradável surpresa. Ao descer, já tinha um bocado de gente que eu nunca vi me esperando, querendo falar comigo, querendo comprar nosso CD. Cara, foi aí que eu caí na real: Rapaz, não é que ainda deu certo? Poxa muito legal, mesmo não tendo as condições técnicas perfeitas para se fazer um show, teve muita gente que adorou, elogiou, tanto as músicas quanto a performance e, o melhor, fez questão de se manifestar pessoalmente. São nessas horas que eu sinto retribuído o trabalho que a gente tem para fazer um show, porque o salário, oh!!
Meu, muito obrigado pelo carinho e força que cada um transmitiu de forma peculiar, valeu mesmo e até uma próxima, se Deus quiser.
Ah, para ilustrar, deixo aqui uma “conquista” do nosso grande amigo e fotógrafo Rafael Zart. De certa forma, eu e ele estamos perseguindo essa foto já há algum tempo. Ta aí, Rafael! Eu acertei o pulo, mas a obra de arte é toda sua. Linda foto, muito obrigado.


